[Concluindo, posso dizer...]

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Pata cega

Ando perdido e cego no meio do teu seio. Desde o primeiro momento nunca soube o que seria vagar às escuras num imenso desconhecido. Te buscando. 

Do outro lado ouço tua voz. Risos e gritos dizendo o quanto estou longe ou perto.

Faminto, indago quando será o próximo momento. Tento entender o que tanto tem ali naquele teu recanto,
que faz de mim um perseguidor, incessante.

E se estaria você ao longe, forjando o nosso amor à base de fogo, rejeição e porções contadas da sua presença.

Mato a cabeça e tento adivinhar o dia em que você vem, 
tira a venda dos meus olhos e, finalmente, diz, 
sorrindo, que a brincadeira acabou.

E que finalmente eu te achei.





Um comentário:

  1. Intenso, Leonardo. E que momento ideal pra mim ler isso.]
    Bom teu retorno, rapaz. Abraço!

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