[Concluindo, posso dizer...]

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Quando não se exige amor

A chuva caía meio fina. O clima era frio e ainda era de tarde quando te vi naquele parque. Eu te sorri de cá e você de lá. O que nos uniu foi quando te estendi a mão e você estendeu a sua. Então passamos a caminhar juntos. Duas individualidades, duas decisões, uma decisão comum. Sem obrigações, apenas o desejo de ser feliz.

Vem até mim, querida, vem. Permito que as minhas mãos cumpram seu papel de mãos: elas abrem e fecham quando querem. Não farei delas algemas, nem de meus braços cordas. Vamos andar pela mesma estrada e dormir sob o mesmo pôr-do-sol.

Vem até mim, querida, vem.

Amor é compromisso individual, não é dívida. Nunca pensarei que já dei o suficiente, pra não correr o risco de achar que tenho o direito de exigir o que quiser. Não trocarei a gentileza pelo arrastar; o "vamos?" pelo "vamos!".

Vamos ser felizes?

[Ambos se encontraram por vontade própria. Ele se chamava amor e ela liberdade.
Um belo casal]